Dorme jogado ao chão sem cobertor um sonho vivo
Cansou de sustentar-se e agora pede por abrigo
Assim como cansei de creditar ao tempo os erros
Cansei de esperar o trem para um mundo melhor
Na casa de espelhos se refletem todos lados
Sob à corte e o martelo condenam-se aos fardos
Quem dera o mundo fosse leve e eu pudesse carregar
Aquilo que assumi como dever por mero instinto
Eu sei que não é hora
De te cobrar sentido
Mas por favor, eu peço
Não te esqueça meu amigo
Se eu posso me enfrentar
Tu também pode tentar vencer
Aquilo que te amargura e te faz querer dormir
Jogadas ao chão moedas dentro de um chapéu
E aquele que culpa outro dia será réu
Não vale a pena se perder entre confissões e desespero
O teu dilema é único e tu escreve o roteiro
Lá dentro da minha alma se escondem em boeiros
As baratas e as doenças que corrompem o ser inteiro
E fragmentam o ideal em mera expectativa
Isso não nasceu ali, isso é do mundo que se espia
Eu sei que não é hora
De te cobrar sentido
Mas por favor, eu peço
Não te esqueça meu amigo
Se eu posso me enfrentar
Tu também pode tentar vencer
Aquilo que te amargura e te faz querer dormir
Pra sempre
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Aos céus és réu e o teu papel
É pedir clemência à si mesmo
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Resista, persista
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Boa noite, apague as luzes
Ore, prometa ou implore
Isso não nasceu em mim
Isso é do mundo que se espia
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